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Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (30), devolvendo os ganhos recentes causados pelos temores em torno do bloqueio do Canal de Suez, após as autoridades conseguirem desencalhar o navio cargueiro que interrompeu a passagem pela importante via de comércio marítimo.

O contrato do petróleo Brent para maio fechou em queda de 1,29%, a US$ 64,14 por barril, na ICE, em Londres, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuou 1,64%, a US$ 60,55 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York. O índice dólar DXY, que normalmente tem correlação negativa com a commodity, subia 0,35%, a 93,266 pontos, no meio da tarde desta terça.

Os preços do petróleo foram impulsionados na semana passada pelo bloqueio do Canal de Suez, depois que um navio cargueiro encalhou na via de transporte marítimo, interrompendo o fluxo e causando um acúmulo de centenas de navios que tiveram que aguardar para passar pela importante via. Porém, o navio foi desencalhado no fim de semana, aliviando a pressão de alta sobre os preços.

Edward Moya, analista sênior de mercados da Oanda, disse à “Dow Jones Newswires” que, agora que o canal está aberto, o fluxo acumulado de navios esperando para passar pela via pode se restabelecer dentro de uma semana. O analista disse também que a alta do dólar, impulsionado pelo otimismo com a recuperação econômica americana, também ajudou a pressionar o petróleo.

Os investidores seguem à espera da revelação de um plano de infraestrutura que o governo do presidente Joe Biden deve anunciar na quarta (31), que prevê investimentos de aproximadamente US$ 3 trilhões e deve dar mais um impulso para a retomada do crescimento na maior economia do mundo.

A atenção dos investidores se volta, agora, para a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), na quinta-feira (1º de abril), com a expectativa de que o grupo estenda mais uma vez o acordo de corte de produção.