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— Foto: Reprodução Youtube

O cantor, ex-vereador e ex-deputado federal Agnaldo Timóteo morreu neste sábado, aos 84 anos, vítima de covid-19.

Timóteo estava internado desde 17 de março, no Rio de Janeiro, e foi intubado no dia 27.

Em nota, a família do cantor disse que Timóteo não resistiu às complicações decorrentes da covid-19 e faleceu pela manhã, às 10h45.

Timóteo havia tomado a primeira dose da vacina contra covid-19 antes de ser diagnosticado com a doença, segundo informou a assessoria de imprensa do cantor e ex-parlamentar.

O cantor iniciou a carreira na década de 1960 e consolidou-se com músicas românticas.

Na política, exerceu mandatos como deputado federal e vereador em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A trajetória política começou no Rio, quando foi eleito deputado federal pelo PDT com mais de 500 mil votos em 1982, recorde na época. Timóteo rompeu com o então líder do PDT, Leonel Brizola, foi expulso do partido e ingressou no PDS, cumprindo o restante de seu mandato.

Apesar da votação recorde naquele ano, o resultado foi insuficiente para alavancar sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro, em 1986.

Timóteo voltou à Câmara dos Deputados como suplente, em 1995, pelo PPR.

No total, disputou 12 eleições, conseguindo se eleger em mais quatro oportunidades. Voltou à Câmara como suplente, em 1995; foi eleito vereador no Rio em 1996, pelo PPB; e em 2004 e 2008 conquistou uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo, eleito vereador pelo PP e PR, respectivamente.

Na Câmara paulistana, fez ampla defesa do regime militar, especialmente quando a Casa votou a criação Comissão da Verdade Municipal, que investigará violações aos direitos humanos na cidade entre 1946 e 1988. Em 2012, foi acusado de fraudar o painel eletrônico da Câmara Municipal paulistana, para registrar presença enquanto estava ausente do local. Depois do episódio, não conseguiu mais se reeleger e recebeu apenas 5 mil votos em 2016.