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Depois de pagar R$ 800 milhões pela aquisição de Peroba, no pré-sal da Bacia de Santos, em 2017, a Petrobras devolveu o ativo. As perfurações malsucedidas na área revelam o primeiro fracasso exploratório entre os blocos leiloados pelo regime de partilha desde a retomada das rodadas do pré-sal nos últimos anos.

A informação sobre a devolução de Peroba foi antecipada pelo site epbr e confirmada ao Valor pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Em janeiro de 2020, o Valor publicou que a campanha exploratória em Peroba havia resultado em indícios de óleo e gás sem economicidade.

A Petrobras afirmou, na ocasião, que identificou em Peroba gás com teor de dióxido de carbono (CO2). A presença de dióxido de carbono é comum no pré-sal. O problema na área estava, no entanto, na concentração do fluido. Embora tenha detectado indícios de gás natural na área, o principal fluido encontrado foi o gás carbônico, em teores elevados que comprometem a viabilidade do ativo.

O CO2, junto com a água, forma um ácido corrosivo que demanda aços especiais. Isso traz mais custos aos projetos. Além disso, o CO2 não pode ser jogado na atmosfera, tem de ser reinjetado, exigindo novas linhas de injeção.

Peroba foi arrematado pela Petrobras (40%), a operadora, em consórcio com a BP (40%) e a chinesa CNODC (20%). As empresas pagaram, na ocasião, um bônus fixo de R$ 2 bilhões.