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Paciente espera atendimento em maca em hospital de Nova Delhi, na Índia, neste sábado (24) — Foto: Sajjad Hussain/AFP

A Índia pediu que a rede social Twitter tirasse do ar dezenas de postagens — inclusive algumas feitas por parlamentares locais — que critiquem o governo indiano sobre o combate ao coronavírus. O pedido foi feito em um momento de colapso no sistema de saúde do país, com números de casos diários atingindo máximas não vistas em nenhuma parte do mundo.

Essa solicitação foi parcialmente atendida: uma porta-voz da plataforma ouvida pela Reuters confirmou que alguns tuítes foram tirados do ar devido a um “pedido legal” ao qual, diz o Twitter, a rede é obrigada a cumprir.

Segundo a plataforma Lumen, ligada à Universidade Harvard, havia 21 posts no pedido feito pelo governo indiano. Essas publicações são de nomes conhecidos na Índia como o congressista Revnath Reddy.

As autoridades indianas embasam o pedido na Lei de Informação Tecnológica de 2000. Não está claro qual seção da lei foi acionada neste caso, mas o governo geralmente usa uma cláusula que trata de “proteção da soberania e da integridade da Índia”.

Milhares de casos por dia; hospitais em colapso

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A Índia registrou 349.691 casos de Covid-19 em 24 horas e bateu um triste recorde mundial, que já pertence ao país, pelo 4° dia seguido, neste domingo (25).

Com isso, a Índia contabiliza agora 16,9 milhões de infecções pelo novo coronavírus e 192.311 mortes (2.767 registradas nas últimas 24 horas), de acordo com dados do Ministério da Saúde indiano.

A Índia vive seu pior momento na pandemia. Em Nova Delhi, a capital do país, hospitais entraram em colapso. Em um deles, seguranças estão impedindo a entrada de pessoas porque não há quartos disponíveis. Um jovem de 17 anos contou que a única coisa que pode fazer pelo pai foi “vê-lo morrer” na fila (veja aqui os relatos).