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Homem conta notas de dólar em casa de câmbio — Foto: Reuters

O dólar abriu em alta nesta quarta-feira (2), após a divulgação de mais uma queda na produção industrial brasileira – e no dia seguinte a uma queda acentuada, que levou o dólar a fechar abaixo de R$ 5,15, no menor patamar desde dezembro passado.

Às 9h03, a moeda norte-americana subia 0,21%, cotada a R$ 5,1574. Veja mais cotações.

Na terça-feira, o dólar fechou em queda de 1,49%, a R$ 5,1465 – menor cotação desde 21 dezembro de 2020 (R$ 5,1232).

Na parcial do mês, o dólar acumula queda de 1,49%. No ano, passou a ter queda de 0,78% frente ao real.

A valorização do real contra o dólar na última sessão foi impulsionada pelo resultado do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro do 1º trimestre acima do esperado, que alimentam melhores perspectivas em vários lados da atividade, do fluxo cambial aos números fiscais. O PIB cresceu 1,2% entre janeiro e março, terceiro trimestre seguido de ganhos e voltou ao patamar pré-pandemia.

Nesta terça, no entanto, o IBGE divulgou que a produção industrial registrou a terceira queda mensal seguida em abril, esfriando o otimismo com a recuperação da economia.

O câmbio vinha beneficiado por um processo de desmonte de posições bastante negativas na moeda brasileira, e analistas avaliam que esse movimento pode se intensificar caso a safra de boas notícias se estenda — por teoricamente aumentar o fluxo de investimentos e circulação de dólares no país.

O Bank of America, por exemplo, cortou para R$ 5,20 (de R$ 5,40) sua estimativa do dólar ao fim deste ano, citando a perspectiva de crescimento mais positiva da economia pelo banco para este ano, um ambiente de preços elevados de commodities e a esperada trajetória de alta da taxa básica de juros (Selic).

Economistas falam sobre PIB e sobre o que esperar da economia brasileira

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Variação do dólar em 2021 — Foto: G1