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Black Friday deve ter maior faturamento no Brasil desde 2010

Black Friday deve ter maior faturamento no Brasil desde 2010

Pesquisa realizada pelo Reclame Aqui mostra que 53% dos entrevistados não pretendem comprar na Black Friday. Entre os motivos estão maquiagem de preços, desconfiança nas promoções, preços altos e orçamento apertado.

O levantamento foi feito de 8 a 11 de novembro com a participação de 31.367 respondentes.

No entanto, o percentual de pessoas que não pretendem comprar caiu em relação a outras pesquisas realizadas pelo instituto, que antes era de 79%. Já a intenção de comprar subiu do patamar de 20% nos levantamentos anteriores para 47% nesta última pesquisa.

Os motivos indicados pelos consumidores para não participar da data de promoções são:

  • Os preços são maquiados, não tem promoções de verdade: 22,3%
  • Não confia na promoção, é uma “Black “Fraude”: 21,6%
  • Não precisa de nenhum produto novo: 18,6%
  • Orçamento apertou, este ano não tem dinheiro: 14,1%
  • Está endividado: 10,5%
  • Não vale a pena, está tudo muito caro por conta da pandemia: 9,3%
  • Já aproveita promoções durante o ano todo: 3,6%

Do total dos entrevistados, 46,3% afirmam que monitoram preços há pelo menos 3 meses. Veja abaixo:

  • Estão há 6 meses ou mais: 25,4%
  • Estão há 3 meses monitorando: 20,9%
  • Estão há 1 mês monitorando: 26,3%
  • Deixam para olhar preços no mês da Black Friday: 18,8%
  • Conferem os preços só no dia da Black Friday: 8,7%

Perguntados se pretendem comprar nas mesmas lojas da Black Friday anterior, 51% afirmaram que querem conhecer novas lojas, o que não é recomendado pelo Reclame Aqui nesta época do ano por conta do risco de golpes.

Já 66,8% disseram que pretendem antecipar as compras de Natal durante a Black Friday.

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A pesquisa mostra ainda que nesta Black Friday a maioria prefere comprar online. Veja abaixo:

  • Preferem comprar nos sites das marcas: 41%
  • Vão comprar pelos aplicativos das lojas: 26,8%
  • Vão comprar pelos sites de comparação de preço: 13,5%
  • Só vão comprar em loja física: 8,9%
  • Vão comprar pelas redes sociais das lojas: 5,4%
  • Pelo WhatsApp: 2,4%
  • Lives: 1,9%

Em relação à programação para a compra, 42,3% pretendem comprar a partir das 18h da quinta-feira, véspera da data de promoções, que será na sexta-feira, dia 26, para garantir os melhores preços e produtos em estoque. Já 18,4% vão comprar após as 18h da sexta-feira.

Quanto aos produtos desejados, ao contrário de 2020, em que itens de escritório e decoração para a casa ganharam destaque, neste ano a preferência voltou aos padrões das edições anteriores. Linha branca de eletrodomésticos, eletrônicos e roupas e calçados estão entre os itens mais desejados:

  • Eletrônicos: 14,4%
  • Roupas e calçados: 13,6%
  • Linha branca de eletrodomésticos: 10,9%
  • Telefones celulares: 10,1%
  • Decoração/itens para casa: 8,9%
  • TV: 7,9%
  • Produtos de beleza: 7%
  • Alimentos e bebidas: 5,1%
  • Videogame: 4%
  • Outros: 18,1%

Perguntados sobre o que vai ser decisivo para as compras, além do preço, a reputação das empresas e as avaliações dos produtos são os fatores mais citados. Veja abaixo:

  • Preço: 61,6%
  • Reputação das empresas: 14,8%
  • Avaliações dos produtos: 11,9%
  • Valor do frete: 5,6%
  • Condições de pagamento (boleto, débito, crédito, PIX): 3,9%
  • Atendimento das lojas: 2,2%

No quesito gastos, 47% dos consumidores pretendem gastar entre R$ 1 mil e acima de R$ 3 mil. Veja abaixo:

  • Até R$ 200: 9,4%
  • De R$ 200 a R$ 400: 12,8%
  • De R$ 400 a R$ 600: 9,5%
  • De R$ 600 a R$ 800: 7,2%
  • De R$ 800 a R$ 1 mil: 14,1%
  • De R$ 1 mil a R$ 2 mil: 16,6%
  • De R$ 2 mil a R$ 3 mil: 11,9%
  • Acima de R$ 3 mil: 18,5%

Perguntados sobre o que os consumidores esperam das lojas, os descontos, o frete e a entrega ganharam destaque:

  • Descontos maiores: 38%
  • Frete grátis: 18,8%
  • Entrega mais rápida: 10%
  • Bom estoque de mercadorias: 9,7%
  • Sites mais organizados e melhores de acessar: 9,4%
  • Sistema de compras sem falha técnica: 7,4%
  • Atendimento eficiente das marcas: 6,7%